Pode ir direto pra 1:40!
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Educação e trânsito
Um dos assuntos mais falados esta semana na internet foi a declaração que o Luis Carlos Prates, comentarista da RBS/SC, fez sobre a violência no trânsito. Resumidamente, ele justificou o grande número de acidentes automobilísticos ao fato de que hoje em dia, é muito fácil comprar um carro e que por isso, qualquer miserável os tem. Veja o vídeo na íntegra abaixo:
Agora, pergunto ao Prates: apenas os pobres se envolvem em acidentes? E os filhinhos de papai, que ainda nem completaram 18 anos mas já ganharam de presente um carro super potente?
E as escolas, as auto-escolas e principalmente, AS FAMÍLIAS, educam como as pessoas para o trânsito? Quem já tem habilitação para dirigir sabe que, as aulas da auto-escola são a MAIOR BALELA DO MUNDO. Basta ir (fisicamente) às aulas, fazer uma prova imbecil que qualquer criança faria e já colocam a pessoa pra fazer aulas práticas. E, caso bata um nervosismo na hora da prova prática, não há nada que 50 pila pro instrutor não resolva!
Mas uma que sempre me perguntei é: porque as pessoas se transformam completamente após entrarem em seus carros? E faço essa pergunta porque eu mesmo já me flagrei assim dirigindo!
Por que ficamos tão transtornados, xingamos os piores palavrões do mundo, só porque alguém cometeu uma "barbeiragem" no trânsito, que nos fizeram atrasar 10 segundos se muitas vezes nós mesmos as fazemos e esperamos a compreensão dos outros motoristas pelo nosso deslize?
Por que somos tão educados com os idosos, nossos avós... deixamos eles passarem na nossa frente na fila do supermercado ou do banco, mas não toleramos uma velhinha dirigindo cautelosamente na nossa frente, sendo que ela está dentro dos limites de velocidade?
Eu mesmo, diversas vezes no trânsito, já parei pra pensar nisso: "puts, abri a janela e xinguei o cara, só porque ele cortou minha frente pra entrar numa rua!" TÁ, E DAÍ?
No trânsito, acho que todos pensam: "Ninguém dirige bem, SÓ EU."
Agora, pergunto ao Prates: apenas os pobres se envolvem em acidentes? E os filhinhos de papai, que ainda nem completaram 18 anos mas já ganharam de presente um carro super potente?
E as escolas, as auto-escolas e principalmente, AS FAMÍLIAS, educam como as pessoas para o trânsito? Quem já tem habilitação para dirigir sabe que, as aulas da auto-escola são a MAIOR BALELA DO MUNDO. Basta ir (fisicamente) às aulas, fazer uma prova imbecil que qualquer criança faria e já colocam a pessoa pra fazer aulas práticas. E, caso bata um nervosismo na hora da prova prática, não há nada que 50 pila pro instrutor não resolva!
Mas uma que sempre me perguntei é: porque as pessoas se transformam completamente após entrarem em seus carros? E faço essa pergunta porque eu mesmo já me flagrei assim dirigindo!
Por que ficamos tão transtornados, xingamos os piores palavrões do mundo, só porque alguém cometeu uma "barbeiragem" no trânsito, que nos fizeram atrasar 10 segundos se muitas vezes nós mesmos as fazemos e esperamos a compreensão dos outros motoristas pelo nosso deslize?
Por que somos tão educados com os idosos, nossos avós... deixamos eles passarem na nossa frente na fila do supermercado ou do banco, mas não toleramos uma velhinha dirigindo cautelosamente na nossa frente, sendo que ela está dentro dos limites de velocidade?
Eu mesmo, diversas vezes no trânsito, já parei pra pensar nisso: "puts, abri a janela e xinguei o cara, só porque ele cortou minha frente pra entrar numa rua!" TÁ, E DAÍ?
No trânsito, acho que todos pensam: "Ninguém dirige bem, SÓ EU."
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Reclamar é fácil
Ontem, 15/11/10, eu e o Marc organizamos mais um evento aqui em Florianópolis, o Showrrasco. Era pra ser a estreia do Fucabala, nossa nova banda, mas apareceu outro show antes (dois, na verdade, um acústico).
Convidamos as bandas dos nossos amigos pra participar, a Bloomy e a Toda Life (que não pode tocar e foi substituída pela O Mundo Analógico).
Nós já organizamos outras dezenas de shows, sempre ouvindo os mais diversos comentários, sugestões, reclamações a respeito de tudo, desde as bandas escolhidas a qualidade da cerveja no bar.
Como nossa intenção com o Showrrasco não era lucrar e sim fazer um evento bacana para a (suposta) estreia da banda, decidimos na medida do possível atender às reivindicações ouvidas ao longo de mais de dez anos organizando eventos.
Começando pelo local. Sempre ouvi gente reclamar do Plataforma Bar pelo fato de ser longe, em Barreiros, São José. Houveram alguns eventos na Hard Trick (SC401, perto de Santo Antônio) e ouvi a mesma reclamação. Já ouvi gente falar até que o Célula (João Paulo) é longe. Lógico que dizer que determinado local é longe ou não depende de onde você mora, mas pro Showrrasco decidimos fazer na APAER (Associação dos Funcionários da Epagri) que fica no Itacorubi e, pra gente, perto da casa da grande maioria e com diferentes opções de ônibus pra ir. Além disso, o local tem estacionamento gratuito, banheiros limpos e uma área externa para "tomar um ar".
Outra reclamação do público sempre foi o preço dos ingressos. Mesmo com a média de preço da maioria das "baladas" em Floripa na faixa dos R$20/25, estipulamos o valor do ingresso antecipado em R$10 e na hora R$15, com direito a churrasco liberado. No início, pensamos em cobrar R$15 antecipado, mas decidimos deixar mais barato para estimular a galera a comprar antes, pois precisávamos do dinheiro para comprar as coisas para o churrasco (carne, pão, carvão, etc). Ou seja, o ingresso estava mais barato que a maioria das baladas em Floripa e estava o mesmo preço da maioria dos shows alternativos (underground, rotule como quiser) da cidade, com a diferença que tinha rango liberado. Os ingressos antecipados podiam ser comprados no centro de Floripa, na Roots Records, ou pessoalmente com o pessoal do Fucabala, na região da UFSC/UDESC ou ainda via depósito bancário.
Em todos os shows, sempre tem aquela galera que compra bebida no supermercado e fica na frente do local do show bebendo, pois dentro do show reclamam que a bebida é cara. Pensando nisso, liberamos a entrada no Showrrasco com sua própria bebida. O público poderia levar seu isopor cheio de gelo e cerveja pra dentro do evento. Poderíamos ter vendido bebida e lucrado com isso, mas não era nossa intenção.
Boa parte dos eventos por aqui não contavam com boa estrutura de sonorização. Contratamos uma empresa que deixou o som do evento impecável.
Pretendíamos com tudo isso fazer um evento mais descontraído, sem frescuras, totalmente "legalize", sem deixar de lado a qualidade das bandas, som, rango, local. Divulgamos intensivamente na internet e na rua, com cartazes. Entrou até na agenda cultural do Jornal do Almoço.
Sinceramente, não esperávamos que lotasse, não estávamos nem preparados por causa do churrasco. Mas jamais imaginamos que seriam menos de 30 pagantes. Não que isso tenha atrapalhado, pelo contrário... quem foi se divertiu, bebeu, comeu, dançou... tenho certeza que quem foi não se arrepende e que quem não foi perdeu... eu só fico pensando, onde foi que erramos?
Eu tenho certeza que fizemos a nossa parte, mas e A OUTRA PARTE? Vejo gente reclamando da mesmisse ou da falta de opções e quando aparece algo diferente, por que essa gente não vai? Local, preço, bebida? Dessa vez não tinha como reclamar disso! As bandas? Bom, pode até ser mas a festa não depende só das bandas... sinceramente, acho que 10% dos shows que fui aqui na cidade tinham bandas que eu gostava mesmo. Já fui em show sem nem saber quem ia tocar, por falta de opção e em muito deles, conheci bandas incríveis!
É foda tentar fazer de tudo pra agradar e só ouvir reclamações... eu mesmo já tinha desistido de organizar eventos por causa disso, resolvi organizar esse por achar que "não tinha erro" e por ser a (suposta) estreia do Fucabala. Digo mais, me espanto de ver gente aí, dando murro em ponta de faca e organizando shows, trazendo bandas de fora, mesmo com "todo mundo contra".
Agradeçam que ainda existem gente maluca pra tentar organizar eventos de rock aqui e, ao invés de criticar por criticar, apóiem, compareçam. Hoje pode não ser sua banda preferida, mas no próximo, quem sabe? Os eventos de amanhã dependem do sucesso dos de hoje. O Showrrasco era pra acontecer mais vezes, mas dificilmente se repetirá. Ninguém curte tomar prejuízo.
Convidamos as bandas dos nossos amigos pra participar, a Bloomy e a Toda Life (que não pode tocar e foi substituída pela O Mundo Analógico).
Nós já organizamos outras dezenas de shows, sempre ouvindo os mais diversos comentários, sugestões, reclamações a respeito de tudo, desde as bandas escolhidas a qualidade da cerveja no bar.
Como nossa intenção com o Showrrasco não era lucrar e sim fazer um evento bacana para a (suposta) estreia da banda, decidimos na medida do possível atender às reivindicações ouvidas ao longo de mais de dez anos organizando eventos.
Começando pelo local. Sempre ouvi gente reclamar do Plataforma Bar pelo fato de ser longe, em Barreiros, São José. Houveram alguns eventos na Hard Trick (SC401, perto de Santo Antônio) e ouvi a mesma reclamação. Já ouvi gente falar até que o Célula (João Paulo) é longe. Lógico que dizer que determinado local é longe ou não depende de onde você mora, mas pro Showrrasco decidimos fazer na APAER (Associação dos Funcionários da Epagri) que fica no Itacorubi e, pra gente, perto da casa da grande maioria e com diferentes opções de ônibus pra ir. Além disso, o local tem estacionamento gratuito, banheiros limpos e uma área externa para "tomar um ar".
Outra reclamação do público sempre foi o preço dos ingressos. Mesmo com a média de preço da maioria das "baladas" em Floripa na faixa dos R$20/25, estipulamos o valor do ingresso antecipado em R$10 e na hora R$15, com direito a churrasco liberado. No início, pensamos em cobrar R$15 antecipado, mas decidimos deixar mais barato para estimular a galera a comprar antes, pois precisávamos do dinheiro para comprar as coisas para o churrasco (carne, pão, carvão, etc). Ou seja, o ingresso estava mais barato que a maioria das baladas em Floripa e estava o mesmo preço da maioria dos shows alternativos (underground, rotule como quiser) da cidade, com a diferença que tinha rango liberado. Os ingressos antecipados podiam ser comprados no centro de Floripa, na Roots Records, ou pessoalmente com o pessoal do Fucabala, na região da UFSC/UDESC ou ainda via depósito bancário.
Em todos os shows, sempre tem aquela galera que compra bebida no supermercado e fica na frente do local do show bebendo, pois dentro do show reclamam que a bebida é cara. Pensando nisso, liberamos a entrada no Showrrasco com sua própria bebida. O público poderia levar seu isopor cheio de gelo e cerveja pra dentro do evento. Poderíamos ter vendido bebida e lucrado com isso, mas não era nossa intenção.
Boa parte dos eventos por aqui não contavam com boa estrutura de sonorização. Contratamos uma empresa que deixou o som do evento impecável.
Pretendíamos com tudo isso fazer um evento mais descontraído, sem frescuras, totalmente "legalize", sem deixar de lado a qualidade das bandas, som, rango, local. Divulgamos intensivamente na internet e na rua, com cartazes. Entrou até na agenda cultural do Jornal do Almoço.
Sinceramente, não esperávamos que lotasse, não estávamos nem preparados por causa do churrasco. Mas jamais imaginamos que seriam menos de 30 pagantes. Não que isso tenha atrapalhado, pelo contrário... quem foi se divertiu, bebeu, comeu, dançou... tenho certeza que quem foi não se arrepende e que quem não foi perdeu... eu só fico pensando, onde foi que erramos?
Eu tenho certeza que fizemos a nossa parte, mas e A OUTRA PARTE? Vejo gente reclamando da mesmisse ou da falta de opções e quando aparece algo diferente, por que essa gente não vai? Local, preço, bebida? Dessa vez não tinha como reclamar disso! As bandas? Bom, pode até ser mas a festa não depende só das bandas... sinceramente, acho que 10% dos shows que fui aqui na cidade tinham bandas que eu gostava mesmo. Já fui em show sem nem saber quem ia tocar, por falta de opção e em muito deles, conheci bandas incríveis!
É foda tentar fazer de tudo pra agradar e só ouvir reclamações... eu mesmo já tinha desistido de organizar eventos por causa disso, resolvi organizar esse por achar que "não tinha erro" e por ser a (suposta) estreia do Fucabala. Digo mais, me espanto de ver gente aí, dando murro em ponta de faca e organizando shows, trazendo bandas de fora, mesmo com "todo mundo contra".
Agradeçam que ainda existem gente maluca pra tentar organizar eventos de rock aqui e, ao invés de criticar por criticar, apóiem, compareçam. Hoje pode não ser sua banda preferida, mas no próximo, quem sabe? Os eventos de amanhã dependem do sucesso dos de hoje. O Showrrasco era pra acontecer mais vezes, mas dificilmente se repetirá. Ninguém curte tomar prejuízo.
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