terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Show completo - End of Pipe no Inferno Club (São Paulo, 9/12/11)

End Of Pipe - Watching Us


End Of Pipe - Rain


End Of Pipe - Jack


End Of Pipe - Pollution


End Of Pipe - Different Tastes


End Of Pipe - Letters


End Of Pipe - Mexico (Samiam cover)


End Of Pipe - Reason (Inferno Club 09/12/2011)


End Of Pipe - Keep Running


Vídeos por Kaio
kfc_ramone@hotmail.com / www.youtube.com/KFCnirvana

End of Pipe:
Pedro Marques: Guitarra/Voz
Rafael Tanga: Baixo/Voz
Uirá Medeiros: Voz/Guitarra
Victor Berretta: Bateria

www.myspace.com/endofpipe

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

VENDE-SE - Gol CL 1.6 1994 - R$7500



























Carro em ótimo estado, com pneus novos, alarme, trava elétrica e trava anti-furto Multi Lock.

Tratar: (48) 9146 6656
victorlgb@gmail.com
Florianópolis/SC

terça-feira, 10 de maio de 2011

domingo, 1 de maio de 2011

19 de junho: ROCK JUNINA!



ROCK JUNINA!

Domingo, 19 de junho a partir das 14h.

Show com as bandas:
Quase Dois
Rock Roach
Novenove
Toda Life


+Discotecagem caipira (músicas de festa junina, lógico.)

Local: APAER - Itacorubi
(mapa abaixo)

Ingresso antecipado R$10 na Roots Records (Centro Comercial ARS, Felipe Shimitt - Centro) ou com as bandas.

Informações sobre ingressos antecipados: (48)9146 6656 / 3239 5620

Na hora R$15
Obrigatório traje jeca - Quem não usar, paga +R$5 no valor do ingresso.

Obs.: todos os ingressos vendidos antecipadamente custarão R$10, pois leva em conta que a pessoa vai de jeca. Caso não vá de jeca, será cobrado na hora mais R$5, além do ingresso.

Jecas que não compraram antecipado, pagarão na hora R$15. Não-jecas pagarão na hora R$20.

Jeca masculino: NO MÍNIMO camisa xadrez e chapéu de palha. Mas um bigode é style.
Jeca feminino: NO MÍNIMO tranças, aquelas bolinhas na bochecha e se possível, vestido.
Pode se vestir jeca do sexo oposto.

Tá afim de ganhar birita "digrátis" no Rock Junina? Para concorrer, basta tuitar a frase:

"Sô jeca i queru ganhá TRÊIS VALE-BIRITA dia 19/6 no #RockJunina tinyurl.com/RockJunina"
O resultado sai dia 18/6 às 20h!


Mapa do local (clique na imagem para ampliar)

quarta-feira, 13 de abril de 2011

A maior banda do mundo

Ultimamente, só se fala do Foo Fighters. Também não é pra menos, depois do puta disco que lançaram (Wasting Light) e de toda a divulgação que a banda tem feito, fica muito claro que eles são a maior banda de rock do mundo, atualmente.

Além do show transmitido ao vivo pela internet no David Letterman, vestidos de Beatles e da venda de cds com um pedaço da fita master original da gravação de brinde, eles fizeram o que foi chamado de "Garage Tour", onde o Foo Fighters fazia shows na garagem da casa de alguns fãs sortudos.

Aí eu fico pensando comigo mesmo: enquanto existem milhares de bandinhas independentes, que mal saíram das fraldas e acham que são estrelas porque têm 1000 seguidores no Twitter e alguns "Likes" no Facebook, que são cheios das exigências e frescuras, que não se misturam com seus fãs, cheios de "não-me-toques", vem o Foo Fighters que, após lançar o melhor disco de 2011, faz uma turnê em garagem de fãs!

Simplesmente a maior banda de rock do mundo, tocando na sua garagem! Sem frescuras, sem seguranças, sem palco, todo mundo junto, banda e plateia, todos próximos um dos outros, na maior descontração... praticamente uma festa entre amigos!

Vejo que o espírito do Nirvana (Smells Like Teen Spirit? Hehehe...) continua no Foo Fighters. Lembro de assistir no vídeo "Live, Tonight, Sold Out" do Nirvana a banda conversando com fãs numa boa, dando autógrafos, na maior humildade... e na época, eles também eram a maior banda do mundo. Lembro de uma entrevista em que eles falam mal do Extreme, por viverem em outra realidade, cercados de agentes e seguranças dizendo "sem filmagens e fotos, queremos ir direto pra van..." e é mais ou menos isso que vejo em algumas (pseudo)bandas: muita pose, pouco rock e ZERO humildade. Ao contrário do Foo Fighters.



Abaixo, alguns vídeos da "Garage Tour" do Foo Fighters, roubadas no site Tenho Mais Discos Que Amigos







sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

1997-2010: o que mudou?

Ontem a noite rolou mais um ensaio do Fucabala, foi bem legal, ensaiamos músicas próprias novas, covers novos, enfim... estamos preparando o repertório do próximo show.

Não sei por que, mas depois fiquei pensando em como eram os ensaios das minhas bandas na época que eu comecei a tocar, lá por 1997. Na verdade, não só os ensaios, mas a tudo que envolvia essa história de ter uma banda a quase 15 anos atrás.

Minha primeira banda chamava-se No Pride, era eu, meu irmão Zé, meu melhor amigo do colégio na época Meleca e seu primo Boxexa, que tocou na Dellamarck e hoje toca na Gizmo. O engraçado é que já ensaiávamos antes mesmo de termos instrumentos, no quintal de casa! Quer dizer, tinha uma guitarra, um amplificador de 5 watts e uma bateria que eu construi com latas de tinta e baldes de cloro. Essa "bateria" foi destruída logo que comprei uma bateria de verdade, inspirado no Nirvana. Me senti O CARA imitando o Kurt, Dave e cia. quebrando seus instrumentos!

Banda Neck in Rope (1998)

Na época, meu pai cedeu o sótão de casa pra gente usar pra tocar. Fizemos um "mutirão" pra limpar o local, passamos algumas semanas recolhendo caixas de ovos nos supermercados para fazer um isolamento acústico e lá minhas bandas ensaiaram até 2001, por aí. O interessante é que nesse sótão, só ficava em pé pessoas de no máximo 1,75m. E dá-lhe ensaio, com os microfones de karaokê ligados nas pontentes caixas Ciclotron Wattsom!

Banda Fake, no sótão (2001)

E as gravações? Gravávamos os ensaios em fita cassete, naqueles gravadores antigos. A primeira banda minha que gravou num estúdio (o famoso estúdio do Roque, dos mullets) foi a Zero Kelvin em 1998. Gravado ao vivo mesmo, direto na fita. O curioso é que quando a gente errava, tinha que voltar a fita pra "por no ponto" e gravar por cima! Eu queria MUITO achar essa fita! Em 1999 gravei pela primeira vez em CD, com outra banda, a Solafno, no Estúdio Cambucá. Na época, ninguém tinha gravador de CD. Saíamos com um CD-Master do estúdio e pagávamos R$7,00 (lembro até hoje!) por cada cópia adicional do CD!

Era num gravador desses que registrávamos os ensaios!

Banda Zero Kelvin (1998)

Show mesmo quase não tinha. A gente mesmo "organizava", em qualquer lugar, ou aceitávamos TODOS os convites. Lembro de alguns clássicos: um na rua, o palco era a calçada. Outro com Zero Kelvin e Nenpb, num gramado do prédio do Meleca (esse tenho filmado inteiro, mas em mini-fita VHS, na época a coisa mais moderna do mundo). Tem outro histórico, da Solafno na Pró-Menor. Só tinha crianças pedindo pagode, e a gente tocando Raimundos! O vocalista Samuka (hoje dono da lanchonete Senhor Salsicha) ficou puto e mostrou a bunda pras crianças (!) e mandou todos irem ver pagode no Mercado Público! O primeiro show mesmo, de verdade que fiz foi com a Solafno, no Heaven Rock Bar, no Estreito. Tocaram também as bandas Elder Dragon e Wine Revenge.

Banda Solafno, ao vivo da (ex) ETFSC (1999)

Cartaz de 2001, feito de colagem de revista.


Hoje em dia as coisas mudaram e ficaram muito mais fáceis. Por um lado é bom, pois hoje ensaiar, gravar e fazer shows ficou muito mais acessível. A internet tornou fácil a divulgação das bandas e, tocar no rádio e tv se tornou uma realidade muito próxima. Quando comecei, era SURREAL pensar que um dia, uma banda minha tocaria numa rádio, ou abriria o show de uma banda gringa. Por outro lado, como tudo ficou mais fácil,  me parece que as bandas ficaram meio "folgadas", gravam algumas músicas, conseguem meia-dúzia de seguidores do twitter (ou amigos no Orkut, ou comentários no Fotolog) e já se acham famosas. Já querem produtores, roadies, groupies... outra consequência é o excesso de bandas, o que faz com que se nivele por baixo e que boas bandas percam oportunidades. E esse excesso de bandas fez aparecer a máfia da venda de vagas em shows. Explico: existem muitas bandas, muitas mesmo. Algumas delas, tendo dinheiro, começaram a "patrocinar" eventos, dando dinheiro em troca da sua participação. Hoje, as bandas nascem achando isso normal. Mas isso faz com que bandas boas que merecem um espaço percam seu lugar para bandas que,  muitas vezes são medíocres, mas que tem grana pra "subornar" produtores. Nunca esqueço o dia que convidaram o Musicbox Superhero para abrir o show do The Used, em troca de míseros CINCO MIL REAIS!

Em 2008, o Musicbox Superhero foi convidado pra abrir os 2 shows do Underoath no Brasil.


Enfim, hoje em dia a dita "cena" está muito diferente de 15 anos atrás. Porém, todas as experiências que tive nesse meio, como as acima citadas e muitas outras "roubadas", me fizeram crescer muito, como músico e como pessoa.